
O Agora é tudo o que temos.
Passado, Presente e Futuro, tudo é agora.
Não se trata de uma ‘recuperação do sistema’. Não se trata de ‘formatar o sistema’. Não se trata de trocar o HD. Não se trata de substituir a máquina. Se trata de destruição, aniquilamento, morte, fim. Se trata da morte, da destruição, do aniquilamento, do fim do “QUEM EU SOU”, e do Renascimento do “QUE SOU”.
Se trata da morte do animal pensante que nasce, vive, trabalha, come, dorme, consome, acumula, sofre, se alegra, se reproduz e morre.
Se trata do aniquilamento desse “QUEM EU SOU” enquanto o bonequinho de barro com um sopro, um mero coadjuvante no “teatro de operações da vida” sujeito às penas, castigos e prêmios eternos impostos por deuses, santos e demônios inventados por algumas mentes muito criativas.
Se trata da destruição da peça do tabuleiro de xadrez da sociedade, do indivíduo criado e treinado para fazer o que é ‘certo’, não fazer nada de ‘errado’, aos gostos e caprichos de mitos psicológicos e culturais.
Se trata do fim do bicho homem, do objeto humano, do ser que dorme, da consciência alienada, da águia presa, do escravo de sí mesmo.
É no Agora, onde o Presente Passado é o Futuro que o Fim chama o Princípio, onde o Bem abraça o Mal e se fundem para além do além.
E nesse Agora, só há duas coisas absolutamente certas: “O Amor da Inteligência Suprema para com todas as criaturas, e, o sentimento que nos conecta”.
O Amor compreensivo e misericordioso por tudo o que existe. Amor pelo que é bom, justo, belo, sábio, virtuoso, inteligente, forte, potente, puro, positivo, alegre, animado, certo, evoluído.
Mas, também, o Amor pelo que é mau, injusto, feio, sem virtude, tolo, ignorante, fraco, impotente, impuro, negativo, triste, desanimado, errado, atrasado. O Amor por todas as coisas de todos os mundos e de todos os tempos. Amor por cada elétron, fóton, próton, nêutron, por cada átomo, anjo e demônio; Amor pelo trabalhador e pelo vagabundo, pelo pobre rico e pelo rico pobre, pelo que se acha e pelo que se perde. O Amor pelo que se diz santo e pelo que é tido como pecado; pelo que é saudável e pelo que é doentio, pelo que é consciente e pelo que é louco... Amor pelo homem e pelo verme, pelo animal, mineral e vegetal, visível e invisível, pelo vírus e pelo anticorpo; Amor pelo dominador e pelo dominado, pelo opressor e pelo oprimido; Amor pelo excelente e pelo precário... Amor pelo juiz e pelo condenado. O Amor por “QUEM SOMOS” e para com o “QUE” seremos. O Amor pelo Bem e pelo Mal. E o Amor para além do Bem e do Mal.
Agora, só há duas coisas absolutamente certas nessa vida: O Amor de Deus, da Inteligência Suprema, do Desconhecido dos Desconhecidos, do Deus dos Deuses de todos os mundos e de todos os tempos, por todas as coisas, e, o sentimento que nos Conecta.
Se elevar e Transcender diante dessas duas coisas é o que nos faz morrer como “QUEM SOMOS” para Renascer como o “QUE SOMOS”...
Renascidos - Inverno de 2010.