terça-feira, 20 de julho de 2010

A MORTE DE "QUEM EU SOU" E UM FUTURO RENASCER DO "QUE SOU"...


O Agora é tudo o que temos.

Passado, Presente e Futuro, tudo é agora.

Não se trata de uma ‘recuperação do sistema’. Não se trata de ‘formatar o sistema’. Não se trata de trocar o HD. Não se trata de substituir a máquina. Se trata de destruição, aniquilamento, morte, fim. Se trata da morte, da destruição, do aniquilamento, do fim do “QUEM EU SOU”, e do Renascimento do “QUE SOU”.

Se trata da morte do animal pensante que nasce, vive, trabalha, come, dorme, consome, acumula, sofre, se alegra, se reproduz e morre.

Se trata do aniquilamento desse “QUEM EU SOU” enquanto o bonequinho de barro com um sopro, um mero coadjuvante no “teatro de operações da vida” sujeito às penas, castigos e prêmios eternos impostos por deuses, santos e demônios inventados por algumas mentes muito criativas.

Se trata da destruição da peça do tabuleiro de xadrez da sociedade, do indivíduo criado e treinado para fazer o que é ‘certo’, não fazer nada de ‘errado’, aos gostos e caprichos de mitos psicológicos e culturais.

Se trata do fim do bicho homem, do objeto humano, do ser que dorme, da consciência alienada, da águia presa, do escravo de sí mesmo.

É no Agora, onde o Presente Passado é o Futuro que o Fim chama o Princípio, onde o Bem abraça o Mal e se fundem para além do além.

E nesse Agora, só há duas coisas absolutamente certas: “O Amor da Inteligência Suprema para com todas as criaturas, e, o sentimento que nos conecta”.

O Amor compreensivo e misericordioso por tudo o que existe. Amor pelo que é bom, justo, belo, sábio, virtuoso, inteligente, forte, potente, puro, positivo, alegre, animado, certo, evoluído.

Mas, também, o Amor pelo que é mau, injusto, feio, sem virtude, tolo, ignorante, fraco, impotente, impuro, negativo, triste, desanimado, errado, atrasado. O Amor por todas as coisas de todos os mundos e de todos os tempos. Amor por cada elétron, fóton, próton, nêutron, por cada átomo, anjo e demônio; Amor pelo trabalhador e pelo vagabundo, pelo pobre rico e pelo rico pobre, pelo que se acha e pelo que se perde. O Amor pelo que se diz santo e pelo que é tido como pecado; pelo que é saudável e pelo que é doentio, pelo que é consciente e pelo que é louco... Amor pelo homem e pelo verme, pelo animal, mineral e vegetal, visível e invisível, pelo vírus e pelo anticorpo; Amor pelo dominador e pelo dominado, pelo opressor e pelo oprimido; Amor pelo excelente e pelo precário... Amor pelo juiz e pelo condenado. O Amor por “QUEM SOMOS” e para com o “QUE” seremos. O Amor pelo Bem e pelo Mal. E o Amor para além do Bem e do Mal.

Agora, só há duas coisas absolutamente certas nessa vida: O Amor de Deus, da Inteligência Suprema, do Desconhecido dos Desconhecidos, do Deus dos Deuses de todos os mundos e de todos os tempos, por todas as coisas, e, o sentimento que nos Conecta.

Se elevar e Transcender diante dessas duas coisas é o que nos faz morrer como “QUEM SOMOS” para Renascer como o “QUE SOMOS”...

Renascidos - Inverno de 2010.

A eterna luta contra nós mesmos...

REFLEXÕES - Terceira Síntese das meditações...

O maior campo de batalha está em nós mesmos. Deus é negável, contestável, improvável, mas crível, apreensível, intelectível. A evolução é inevitável. Somos espíritos, almas, consciências, seres cósmicos, algo mais que o animal pensante que nasce, vive, se reproduz e morre; mas ainda assim, apenas um meio para algo maior, uma ponte para o desconhecido. A razão deve ser a libertadora de todas as ilusões e não um alucinógeno. Destino, sorte, azar, conseqüências, coincidências, acasos: estamos sujeitos a tudo e mais um pouco. Não somos livres em face do conhecimento que temos, somos livres na medida em que aprendemos a usar o conhecimento que conquistamos. Antes de qualquer afirmação é preciso uma auto-afirmação autocrítica. A vida é tudo o que há. Por toda parte. Nada mais que vida e mais vida. E, momentos, bons ou maus, medíocres ou extraordinários, é tudo o que temos. Aqui, do outro lado, Vida e mais vida. Momentos e mais momentos. Pensar não é um exercício, é um trabalho, o trabalho cerebral. O desapego é maior e melhor que o apego. Uns vivem, outros sobrevivem e muitos fazem de conta. Alguns vieram para trazer a luz, outros para apagá-la. Quem se apega às coisas, torna-se escravo delas. Não há justiça num mundo injusto, assim como não há paz num mundo de guerras. Há respostas relativas e perguntas super relativas. O sábio é uma criança crescida, uma criança que os adultos quase estragaram. A verdade (se é que ela existe) assim como as grandes coisas, ambas nos são desconhecidas. Estamos todos no mesmo barco, girando em círculos e como náufragos, perdidos e com medo. Esperançosos, seguimos pela escura e tempestuosa imensidão do universo, fazendo perguntas, buscando respostas. Talvez, não estejamos sozinhos, mas também, não sejamos os únicos a tentar compreender o sentido de tudo isso...