terça-feira, 20 de julho de 2010

A eterna luta contra nós mesmos...

REFLEXÕES - Terceira Síntese das meditações...

O maior campo de batalha está em nós mesmos. Deus é negável, contestável, improvável, mas crível, apreensível, intelectível. A evolução é inevitável. Somos espíritos, almas, consciências, seres cósmicos, algo mais que o animal pensante que nasce, vive, se reproduz e morre; mas ainda assim, apenas um meio para algo maior, uma ponte para o desconhecido. A razão deve ser a libertadora de todas as ilusões e não um alucinógeno. Destino, sorte, azar, conseqüências, coincidências, acasos: estamos sujeitos a tudo e mais um pouco. Não somos livres em face do conhecimento que temos, somos livres na medida em que aprendemos a usar o conhecimento que conquistamos. Antes de qualquer afirmação é preciso uma auto-afirmação autocrítica. A vida é tudo o que há. Por toda parte. Nada mais que vida e mais vida. E, momentos, bons ou maus, medíocres ou extraordinários, é tudo o que temos. Aqui, do outro lado, Vida e mais vida. Momentos e mais momentos. Pensar não é um exercício, é um trabalho, o trabalho cerebral. O desapego é maior e melhor que o apego. Uns vivem, outros sobrevivem e muitos fazem de conta. Alguns vieram para trazer a luz, outros para apagá-la. Quem se apega às coisas, torna-se escravo delas. Não há justiça num mundo injusto, assim como não há paz num mundo de guerras. Há respostas relativas e perguntas super relativas. O sábio é uma criança crescida, uma criança que os adultos quase estragaram. A verdade (se é que ela existe) assim como as grandes coisas, ambas nos são desconhecidas. Estamos todos no mesmo barco, girando em círculos e como náufragos, perdidos e com medo. Esperançosos, seguimos pela escura e tempestuosa imensidão do universo, fazendo perguntas, buscando respostas. Talvez, não estejamos sozinhos, mas também, não sejamos os únicos a tentar compreender o sentido de tudo isso...

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